quarta-feira, 30 de maio de 2012

Palestra online no Instituto IOB: Dia 31 de maio - professora Clodonea Ferreira




Palestra online no Instituto IOB: Dia 31 de maio.


 A professora Clodonea Ferreira apresentará os principais pontos relacionados à Língua Portuguesa para concursos públicos.  A palestra será online e transmitida pelo Instituto IOB.

Clodonea Ferreira 

Professora de Língua Portuguesa pela Faculdade de Filosofia e Letras de Santos com especialização em Gramática. Tem ampla experiência na área de concursos públicos.
Para  assistir online clique aqui.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Professora Luciane Sartori: Estar conectado é preciso


Estar conectado é preciso
Por Luciane Sartori

            Vivemos, hoje, em um mundo em que a tecnologia é imperativa! As pessoas, as cidades, os estados, os países estão conectados devido a ela; a sociedade mundial tornou-se globalizada graças à tecnologia. Imaginem uma pessoa que não acessa a internet, uma pessoa que não trabalha com a rede, uma empresa sem site, elas "morrem", porque são esquecidas, deixadas de lado, ficam sem reconhecimento. Mas não adianta fazer uma conexão  qualquer ou de qualquer jeito! É preciso que essa ligação seja interessante, verdadeira, faça sentido, senão é tempo perdido, pois tais partes mal associadas também "morrerão".
             Na elaboração textual, o raciocínio é o mesmo. Para que o texto seja o mais claro possível, a linguagem fornece subsídios de coesão (conexão entre as partes do texto) que, se forem mal empregados, farão com que o texto fique confuso, incoerente ou até sem sentido. Dessa forma, vê-se que é necessário fazer conexões e bem feitas, mas, para isso, é preciso saber fazê-las.
            Como dentro do grupo desses subsídios de coesão estão as conjunções, elas são muito cobradas em prova. Portanto, não é possível que se participe de um concurso público sem que se conheça conjunção. Sobre esse assunto todo concurseiro, em primeiro lugar,  tem de saber de cor a tabela das conjunções coordenativas bem como a das subordinativas; em segundo lugar, todos têm de saber como empregá-las corretamente; e, por fim, reconhecer a polissemia (vários sentidos) de algumas delas.
            Vamos, então, falar sobre a conjunção como? Essa palavrinha é muito eclética, por isso aparece muito em prova. Ela pode ser pronome relativo -  Este foi o único modo como ele fez o trabalho. -, substantivo - Não sei o como de tudo isso. - , advérbio interrogativo - Como resolver o problema? -, preposição - Obtiveram como resposta o bilhete. -, interjeição -  Como você não!  -, advérbio de modo - Gosto como você se veste. - e conjunção subordinativa. Como conjunção subordinativa é polissêmica, pois pode ser de três tipos: causal - Como ainda estava de luto, não o namorou. -, comparativa - Ele vive  como um cidadão honesto. -, e conformativa - Ela fez o trabalho, / como a professora a orientou.
            Notem que, como conjunção, essas três relações sintático-semânticas podem confundir! Então, deve-se observar o sentido da frase no contexto para diferenciá-las. Vejam como se faz para reconhecer a diferença de sentido entre elas bem como algumas dicas para facilitar essa análise:

a) causal, quando a oração dá o motivo da ação da outra:
Como ainda estava de luto, não o namorou. ¦ estar de luto é o motivo de ela não o ter namorado.
Dica: o conectivo como, para ser causal, só poderá ser empregado no início do período: Como ainda estava de luto, não o namorou. Observem que se o período estiver na ordem direta, ou seja, iniciado pela principal, o como não funciona adequadamente: Não o namorou, como ainda estava de luto.

b) comparativa, quando relaciona dois elementos em algum ponto comum:
Ele vive / como um cidadão honesto. ¦ os dois elementos relacionados aqui são "ele" e "o cidadão honesto"; os dois vivem de forma semelhante.
Dica: notem também que o verbo da segunda oração fica subentendido, o que na comparação é muito comum: Ele vive como um cidadão honesto (vive).  Além disso, o "como" poderá estar no meio do período ou no início, ou seja, o período pode ser elaborado em ordem direta ou indireta, diferentemente do da causa, que só pode ser em ordem indireta.

c) conformativa, quando  indica a ideia “de acordo com” em relação à ideia da principal:
Ela fez o trabalho, / como a professora a orientou. ¦ a pessoa em referência na oração fez o trabalho, conforme a orientação recebida da professora, de acordo com essa orientação.

Dica: pode-se, ainda, para diferenciar das outras duas anteriores, verificar que não há relação entre dois elementos,  e o período pode ser elaborado em ordem direta e em ordem indireta.

            É sempre bom lembrar que o contexto é que sempre revelará melhor o sentido estipulado pelo autor entre os  fatos. E todos temos de saber quais conjunções podem ter vários empregos e quais são as possibilidades. Se não se sabe quais são essas conjunções e quais semânticas podem ter, como julgar corretamente uma questão?  E, sem estudá-los, isso pode ser muito difícil, fora o tempo que se gasta para se resolver uma questão, quando bastaria que se soubesse os valores desses conectivos!
            Por todos esses motivos, gente, vamos estudar conjunção! Elas são de extrema importância.
            Boa semana a todos e até mais.

LUCIANE SARTORI
Graduada em Letras e Pós-Graduada em Metodologia de Ensino para Terceiro Grau. Professora Especialista em Português – gramática, interpretação de textos, redação discursiva e redação oficial. Revisora e redatora de textos há vinte e cinco anos, tendo vinte anos de experiência na área de concursos. Atualmente, leciona na Rede LFG, no Curso para Concurso, em Simulados na Web, no Curso Marcato, no Sartori Virtual, no JC Concursos e no Curso Praetorium.
Autora participante do livro Vade Mecum para Concursos Públicos: nível médio e superior sem formação em direito. Luciane Sartori, Nélson Sartori e vários outros autores. / coordenação, Álvaro de Azevedo e Júlia Meyer Fernandes Tavares.- São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2010.
Professora Luciane Sartori:  
 www.sartoriprofessores.com.br   /   www.sartorivirtual.com.br

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Curso preparatório online para Auditor Fiscal da RFB - Receita Federal do Brasil


Concurso Receita Federal - RFB

Auditor Fiscal (Inglês)




Informações sobre o Concurso

  • Inscrições: 16/07 a 29/07/2012
  • Cargo: Auditor Fiscal (Inglês)
  • Taxa de Inscrição: R$ 130,00
  • Salário/Remuneração: R$ 13.600,00
  • Nº Vagas: 200
  • Data da Prova: 15/09/2012
  • Nível: Superior
  • Edital: ESAF

  • As provas serão aplicadas nos dias 15/09 e 16/09/2012.

PREPARE-SE

Curso: Receita Federal - RFB
  • 515 videoaulas
  • Apostilas em PDF
  • Período de acesso: 3 meses
  • Videoaulas e apostilas em PDF acessadas online.
  • Compra segura através de cartão de crédito ou boleto bancário.

515 vídeo-aulas
Investimento: de 389,88 por  Apenas R$ 222,22
VALOR PROMOCIONAL!
somente aqui no blog do professor Joselias

pague em até 12x no cartão


Conteúdo do preparatório:

Clique no nome das disciplinas e conheça as videoaulas e os professores deste preparatório.


Demonstrativo de videoaula


515 vídeo-aulas
Investimento: de 389,88 por  Apenas R$ 222,22
VALOR PROMOCIONAL!
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Acesso ao preparatório:

Recomenda-se o uso de conexão banda larga de 1Mbps ou superior.
Seu acesso ao conteúdo será liberado após confirmação da compra pelo PAGSEGURO.
Você receberá um e-mail de artpantoja@gmail.com com código promocional junto a um passo a passo.


Configurações mínimas para melhor exibição das aulas:
Conexão de internet:
Conexão de banda larga igual ou superior a 1Mbps para uma melhor visualização dos vídeos.

Configurações de software:
1. Plug-in do Macromedia Flash Player 9.0 ou superior.
2. Windows XP, Vista ou superior com as atualizações mais recentes instaladas.
3. Firefox 3, Internet Explorer 7 ou superiores

Configurações recomendadas para o computador:
1. Processador 2.0 GHz ou superior.
2. Memória RAM 512 Mb para WIndows XP, 1Gb para Windows Vista ou superior.
3. Placa de vídeo 128 Mb off-board ou on-board.
4. HD com 10Gb livres.
5. Monitor 800x600 pixels.
515 vídeo-aulas
Investimento: de 389,88 por  Apenas R$ 222,22
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Desejamos a todos bons estudos!
Blog do Professor Joselias.

Curso preparatório online para Analista Tributário da RFB - Receita Federal do Brasil

Curso preparatório online para Concurso RFB - Receita Federal do Brasil

Analista Tributário (Inglês)



  • Concurso previsto, edital ainda não publicado, preparatório baseado em concurso anterior, realizado em 2009, em que a organizadora foi a ESAF.

PREPARE-SE

Curso: RFB - Receita Federal do Brasil
  • 350 videoaulas
  • Apostilas em PDF
  • Período de acesso: 3 meses
  • Videoaulas e apostilas em PDF acessadas online.
  • Compra segura através de cartão de crédito ou boleto bancário.


Conteúdo do preparatório:

Clique no nome das disciplinas e conheça as videoaulas e os professores deste preparatório.


Demonstrativo de videoaula



Acesso ao preparatório:

Recomenda-se o uso de conexão banda larga de 1Mbps ou superior.
Será enviado para seu e-mail passo a passo para acesso ao curso após confirmação do PAGSEGURO.

Configurações mínimas para melhor exibição das aulas:
Conexão de internet:
Conexão de banda larga igual ou superior a 1Mbps para uma melhor visualização dos vídeos.

Configurações de software:
1. Plug-in do Macromedia Flash Player 9.0 ou superior.
2. Windows XP, Vista ou superior com as atualizações mais recentes instaladas.
3. Firefox 3, Internet Explorer 7 ou superiores

Configurações recomendadas para o computador:
1. Processador 2.0 GHz ou superior.
2. Memória RAM 512 Mb para WIndows XP, 1Gb para Windows Vista ou superior.
3. Placa de vídeo 128 Mb off-board ou on-board.
4. HD com 10Gb livres.
5. Monitor 800x600 pixels. 

Bons Estudos!

domingo, 27 de maio de 2012

SOLUÇÃO DO SIMULADO 4 – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO PARA O TRF


SOLUÇÃO DO SIMULADO 4 – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO PARA O TRF

21- (ATA-MINISTÉRIO DA FAZENDA-2009) Com 50 trabalhadores, com a mesma produtividade, trabalhando 8 horas por dia, uma obra ficaria pronta em 24 dias. Com 40 trabalhadores, trabalhando 10 horas por dia, com uma produtividade 20% menor que os primeiros, em quantos dias a mesma obra ficaria pronta?
a) 24                b) 16               c) 30                d) 15               e) 20
Resposta: C

22- (ATA-MINISTÉRIO DA FAZENDA-2009) Existem duas torneiras para encher um tanque vazio. Se apenas a primeira torneira for aberta, ao máximo, o tanque encherá em 24 horas. Se apenas a segunda torneira for aberta, ao máximo, o tanque encherá em 48 horas. Se as duas torneiras forem abertas ao mesmo tempo, ao máximo, em quanto tempo o tanque encherá?
a) 12 horas                  b) 30 horas                  c) 20 horas                  d) 24 horas
e) 16 horas
Resposta: E

23- (ATA-MINISTÉRIO DA FAZENDA-2009)  Entre os membros de uma família existe o seguinte arranjo: Se Márcio vai ao shopping, Marta fica em casa. Se Marta fica em casa, Martinho vai ao shopping. Se Martinho vai ao shopping, Mário fica em casa. Dessa maneira, se Mário foi ao shopping, pode-se afirmar que:
a) Marta ficou em casa.
b) Martinho foi ao shopping.
c) Márcio não foi ao shopping e Marta não ficou em casa.
d) Márcio e Martinho foram ao shopping.
e) Márcio não foi ao shopping e Martinho foi ao shopping.
Resposta: C

24- (ATA-MINISTÉRIO DA FAZENDA-2009) X e Y são números tais que: Se X ≤ 4, então Y>7. Sendo assim:
a) Se Y ≤ 7, então X > 4.
b) Se Y > 7, então X ≥ 4.
c) Se X ≥ 4, então Y < 7.
d) Se Y < 7, então X ≥ 4.
e) Se X < 4, então Y ≥ 7.
Resposta: A

25- (ATA-MINISTÉRIO DA FAZENDA-2009) Na antiguidade, consta que um Rei consultou três oráculos para tentar saber o resultado de uma batalha que ele pretendia travar contra um reino vizinho. Ele sabia apenas que dois oráculos nunca erravam e um sempre errava. Consultados os oráculos, dois falaram que ele perderia a batalha e um falou que ele a ganharia. Com base nas respostas dos oráculos, pode-se concluir que o Rei:
a) teria uma probabilidade de 44,4% de ganhar a batalha.
b) certamente ganharia a batalha.
c) teria uma probabilidade de 33,3% de ganhar a batalha.
d) certamente perderia a batalha.
e) teria uma probabilidade de 66,6% de ganhar a batalha.
Resposta: D
SOLUÇÃO

sábado, 26 de maio de 2012

Língua Portugesa com Luciane Sartori: Você falou o "quê"?


Você falou o "quê"?
Por Luciane Sartori

            Em toda língua, há palavras que são mágicas! E cada uma delas tem magia própria e por motivos diferentes. Em Português, a palavra "borbulhar", por exemplo, é interessantíssima!, pois, ao pronunciá-la, nossa boca parece fazer as bolhas, e, além do movimento da boca, o  som dessa palavra também imita o som do borbulhar propriamente dito, vocês já notaram? "Cadáver" por sua vez intriga pela sua formação por composição: "carne dada aos vermes". Já "recrudescimento" nos engana, pois parece significar "diminuição", no entanto significa "aumento, agravamento". Outras, ainda, são criadas por analogia ou metáfora, como é o caso de "engatinhar", que significa andar de gatinhas; sua relação com gato é, no mínimo, criativa. E há aquelas que, por intuição linguística, são tão bem concebidas e internalizadas que as pessoas usam em exagero e ultrapassam o limite do bom senso linguístico tamanho é o apego com a palavra ou a praticidade que ela nos concede , como ocorre com a palavra "que".

            Sem dúvida, esta palavrinha causa efeitos mágicos, o que é extremamente compreensível, já que é uma palavra base de conexão em nossa língua. Basta repararmos nas locuções de conjunção "já que", "desde que",  "contanto que", " para que", "logo que", "ainda que", "mesmo que"... E como se não bastasse fazer parte dessas várias conexões circunstanciais, ou seja, de conexões de orações adverbiais,  pode também ser conjunção coordenativa, conjunção subordinativa integrante e pronome relativo, ou seja, conectivo de oração coordenada, de oração subordinada substantiva e de oração subordinada adjetiva respectivamente. 
            Em concurso público, as conexões dão trabalho, é um dos assuntos  mais solicitados, eu diria, mais exigidos, haja vista sua importância na estrutura da frase, do texto devido às relações de sentido estabelecidas por elas. Por isso seu emprego exige muito raciocínio sintático-semântico, obrigando as pessoas a perceberem sua existência na elaboração textual. E digo isso, porque é difícil alguém ler, dando importância ao emprego das conexões no texto, porém, quando elas não aparecem, a leitura fica bem mais difícil, já que nenhuma delas  está lá para "passar a cola" da relação estipulada entre as frases pelo autor e o leitor, então, normalmente, encontra dificuldade em compreender ou não consegue compreender qual foi a relação de sentido que o autor criou no contexto.
             O "que" mais trabalhoso de todos é o relativo, conexão básica das orações adjetivas, que é irmão gêmeo da conjunção subordinativa integrante, vulgo c.s.i., o que causa muita confusão para todo mundo; mas, como todo irmão gêmeo, sempre há o que os distingue, afinal não são os mesmos seres, senão seriam só um. E como se não bastasse essa confusão, essa aparência tão semelhante, há ainda a regência que complica ainda mais  o raciocínio: "vai ou não vai" preposição antes deste quê? E preposições são palavras a que devemos sempre estar submetidos!  Meu Deus de onde veio essa preposição a em "a que devemos sempre estar submetidos"?! Por que empregá-la?
            É por esses motivos que as bancas tanto cobram a regência e o relativo bem como a regência e a conjunção integrante. Então, vamos começar por diferenciá-los: a conjunção introduz uma Oração Subordinada Substantiva, enquanto o pronome introduz a Oração Subordinada Adjetiva. Observem que a Adjetiva é a única oração que se inicia com pronome, pois ela tem valor de adjetivo - que só se refere a substantivo, a nome - , assim como faz o pronome, que só se refere a nome. A Substantiva funciona como um substantivo, como diz sua classificação, e assim pode relacionar-se a outro substantivo, a adjetivo, a verbo, enfim, o substantivo já é mais eclético; mas de qualquer maneira, esta oração atua de forma diferente daquela, pois a substantiva completa sintaticamente a oração principal, enquanto a adjetiva caracteriza um nome da oração principal.
            Por essa razão, utilizamos alguns truquezinhos para facilitar a vida de todos, a saber: o relativo "que" equivale a "o qual, a qual, os quais, as quais", e isso já ajuda muito; a oração substantiva equivale a "isso", o que também ajuda muito. É bom lembrar ainda do falei no artigo anterior: o relativo tem significado - e agora acrescento: a  c.s.i. não. Vejamos:

Serão colhidas as laranjas, que são frutas cítricas
.  --->   vejam que o relativo equivale a "as quais";

Nós soubemos que eles participarão da reunião
.  ----> vejam que a oração sublinhada equivale a "isso".
            Com essas trocas, as frases acima poderiam ser reescritas assim:

Serão colhidas as laranjas, as quais são frutas cítricas. --->
   a oração sublinhada é um  adjetivo de
                                                                                                              "laranjas";

Nós soubemos isso. ----> 
o oração sublinhada completa o verbo "saber" da oração principal é um
                                               objeto direto oracional.

            Através dessas substituições, analisamos com mais facilidade os períodos acima e entendemos duas coisas importantes: no primeiro, o relativo significa "as laranjas" - "as laranjas são frutas cítricas" - e a oração em que ele foi empregado é uma oração subordinada adjetiva; no segundo, a c.s.i. não tem significado - apenas  serve de integração entre uma oração e outra - e a oração é subordinada substantiva.
            No artigo anterior, vimos como analisamos a oração em que o relativo foi inserido para verificarmos se há preposição antes deste pronome ou não. Agora, vamos ver como fazemos com a conjunção integrante:
            Sou favorável / a que você estude à noite. Em primeiro lugar, distinga o "que" trocando a segunda oração por "isso", sem anular a presença da preposição: Sou favorável a isso. Feita a substituição, será fácil perceber que se trata de uma conjunção integrante, logo está numa oração substantiva que completa a oração principal, sendo assim a preposição vem de uma palavra da oração principal. Diferente do que ocorre com o relativo, porque a preposição só aparecerá antes dele, se na oração adjetiva for necessário empregá-la. Não se esqueçam disso! Vejam:
            Este é o mecanismo/ de que preciso/ para resolver bem questões de regência.      =
            Este é o mecanismo/ do qual preciso/ para resolver bem questões de regência.
            A preposição só apareceu neste contexto, porque, na oração adjetiva, o verbo "precisar" exigiu, lembraram-se?
            "E na hora de redigir, o "que" nos deve preocupar?" Sim, pois a praticidade e a versatilidade no emprego dessa palavra nos levam a repeti-la demais em textos espontâneos, redações e textos informais, ultrapassando o bom senso linguístico, como mencionei no início do texto. Essa repetição é chamada de “queísmo” e pode ser evitada com a redução das orações, cujos verbos aparecem em suas formas nominais (infinitivo, gerúndio e particípio) e os conectivos desaparecem, por exemplo:
a) com o relativo:  Esta cidade, que foi fundada em 1878, é bastante conservada. 
=
                              Esta cidade, fundada em 1878, é bastante conservada.

b) com conjunção subordinativa integrante:    É possível que eles venham à recepção.
=
                                                                           É possível virem à recepção.

            No caso do pronome relativo, ainda, é possível fazer  sua substituição pelo pronome relativo “o qual(s)/a qual(s)” nas orações subordinadas adjetivas explicativas (orações separadas por vírgula). Por exemplo, se dissermos que “O carro, que caiu, era de cor azul.” ou “O carro, o qual caiu, era de cor azul.”, teremos o mesmo sentido nas duas orações adjetivas, com a vantagem de poupar o uso do que sem desgastá-lo.
            É importante ressaltar que o uso exagerado dessa palavra pode ser tomado como um erro, mas também é importante ressaltar que ela não deve ser suprimida radicalmente de seus textos, pois é a eficiência desse termo que o faz ser tão explorado; por isso, ele deve mesmo é ser bem usado.
            Certo, pessoal?! Semana que vem, continuaremos a falar sobre conexões.
            Um abraço e até lá.

LUCIANE SARTORI
Graduada em Letras e Pós-Graduada em Metodologia de Ensino para Terceiro Grau. Professora Especialista em Português – gramática, interpretação de textos, redação discursiva e redação oficial. Revisora e redatora de textos há vinte e cinco anos, tendo vinte anos de experiência na área de concursos. Atualmente, leciona na Rede LFG, no Curso para Concurso, em Simulados na Web, no Curso Marcato, no Sartori Virtual, no JC Concursos e no Curso Praetorium.
Autora participante do livro Vade Mecum para Concursos Públicos: nível médio e superior sem formação em direito. Luciane Sartori, Nélson Sartori e vários outros autores. / coordenação, Álvaro de Azevedo e Júlia Meyer Fernandes Tavares.- São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2010.
Professora Luciane Sartori:  
 www.sartoriprofessores.com.br   /   www.sartorivirtual.com.br


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